Comissão da Câmara de Petrolina apresenta relatório final da ida à Brumadinho para avaliar consequências da tragédia ao Rio São Francisco

por Natalia publicado 03/04/2019 11h37, última modificação 03/04/2019 11h37

Vereadores da comissão parlamentar que visitaram há cerca de 10 dias o município de Brumadinho, em Minas Gerais, onde dia 25 de janeiro houve o rompimento de umas das barragens da minerado Vale do Rio Doce. O rompimento teve como uma das consequências da tragédia, uma das maiores já ocorridas no país, a morte de mais de 200 pessoas. Sem falar a tragédia ambiental que ainda está sendo apurada, e o possível risco de contaminação do Rio São Francisco, meta principal da ida da comissão ao local do desastre.

 Foi justamente esse o motivo que o legislativo petrolinense foi a primeira câmara a querer ver de perto para cobrar medidas de proteção ao 'Velho Chico', devido à contaminação do Rio Paraopeba, um dos afluentes do São Francisco e que ficou praticamente destruído com o rompimento da barragem.

 Atendendo requerimento do vereador Gabriel Menezes, PSL, o presidente da Casa, vereador Osósio Siqueira, PSB, indicou os vereadores Ronaldo Souza, PTB e Cristina Costa, PT, para essa missão. No relatório apresentando nesta terça-feira, 2, para vários convidados, vereadores e representantes de universidades, órgãos como Embrapa, Codevasf, Compesa, secretaria de Agricultura de Petrolina, movimentos sociais e ambientalistas, o vereador Ronaldo Sousa acredita que ter ido ao local da tragédia de Brumadinho, só ressalta a importância de dobrar a atenção com suas consequências. 

Todo o roteiro da visita da comissão, foi mostrado e de todas as formas, na apresentação do relatório final da visita à Brumadinho.

 “Iniciamos pela barragem de Três Marias que está a 112 Km do rio. Posso afirmar que risco isso ainda não existe. Tem a questão do metal, mas o que estamos alertando é que nós não podemos ser vítimas de Minas Gerais e da irresponsabilidade dos seus governos”, alertou Ronaldo Souza.

 Para a colega de parlamento de Ronaldo, a vereadora Cristina Costa, o que tem que ficar claro é que todos devem se unir nessa proteção ao Rio São Francisco. Cristina fez o relato do roteiro da viagem, falou sobre o custo da viagem que foi de R$ 7.200,00. Na visão  da vereadora, a Vale do Rio Doce tem total domínio dentro do estado e isso tem dificuldade as ações de proteção ambienta em áreas atingidas pelo desastre.

 “Até o Ministério Público revelou o comprometimento que existe das esferas de poder com a Vale e isso dificulta muitas coisas. A Vale não tem compromisso com a qualidade da água do rio. A prioridade é atender famílias e as consequências para a região. Fizemos nosso papel de colocar a importância do rio para todos nós”, apontou Cristina.

 Também foi citado que uma empresa foi contratada para monitorar a qualidade do rio São Francisco com representação em Petrolina. “Peço ao gerente aqui João Raphael acompanhar esse trabalho pela Compesa”, disse Cristina Costa. Os rejeitos podem chegar ao rio, porque as cidades do entorno da barragem e as cidades estão em busca apenas das indenizações.

 “Precisamos provocar que também os governos do Nordeste dos estados banhados pelo Rio e exigir da Vale que evitem que esses rejeitos se espalhem pelo rio e o Ministério Público pode solicitar também essa medida. Ainda virá o relatório da análise da água trazida pela comissão e que vem sendo feita pela Embrapa.

 O líder da oposição que viagens como essas que são encaradas como viagens de turismo, deviam ser encaradas de outra forma e encarar essa programação com mais seriedade.

 “Deixamos claro que nossa preocupação não é com indenizações e sim com a proteção ao rio que provoca toda a riqueza e existência de nossa região”, concluiu Cristina. (Foto: Jean Brito)

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