Ex-funcionários da Viva Petrolina fazem manifestação na Casa Plínio Amorim, cobrando pagamento dos direitos trabalhistas

por Natalia publicado 28/09/2018 10h59, última modificação 28/09/2018 10h59

No dia agendado para a realização da licitação do transporte coletivo de Petrolina, um grupo de ex-funcionários da empresa Viva Petrolina compareceram à Casa Plínio Amorim durante a sessão dessa quinta-feira (27). Com cartazes apresentando as demandas, o grupo chamou atenção dos edis e da comunidade sobre seus direitos trabalhistas nunca pagos.

Segundo Willian Márcio, ex-funcionário da Viva, cerca de 200 funcionários lutam na Justiça pelos direitos trabalhistas como pagamento do FGTS, rescisão salarial e seguro desemprego. "Já tem gente se arrastando há três anos nessa situação e a própria empresa aconselhava a gente buscar a Justiça porque eles não tinham dinheiro pra pagar, no começo tivemos êxito na Justiça Trabalhista, mas ele [proprietário da empresa] fez uma manobra e colocou na Justiça Comum", afirmou.

Há motoristas e cobradores buscando seus direitos, já desacreditados no sistema Judiciário e Político, já que não há apoio dos políticos da cidade. "Continua pais de família sem receber, sem emprego e sem nenhuma esperança. Nós estamos hoje reunidos para chamar atenção dos vereadores, da Justiça e da imprensa porque existe uma tradição horrorosa na cidade das empresas virem aqui, demitir e não pagar os direitos", desabafou Willian.

Um outro ex-funcionário questionou a situação de falência da Viva, que continua na atividade na cidade. Durante a sessão alguns edis se manifestaram a favor da classe, entre eles Osório Siqueira(PSB), Gilmar Santos (PT), Paulo Valgueiro (MDB) e Zenildo Nunes (PSB), mas segundo o grupo, somente o vereador Gabriel Menezes (PSL) havia se disposto a ajudar na luta dos funcionários.

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