Preocupados com a possibilidade de poluição do rio São Francisco vereadores vão até Brumadinho-MG e alertam para os impactos ambientais.

por Natalia publicado 20/03/2019 11h20, última modificação 20/03/2019 11h20

Seguindo o exemplo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), que criou uma Frente em Defesa do São Francisco, para discutir os riscos de contaminação das águas do Velho Chico, a Câmara Municipal de Petrolina também criou uma comissão formada pelos vereadores Ronaldo Souza (PTB) e Cristina Costa (PT), para ir até Minas Gerais averiguar in loco a dimensão da tragédia e o impacto ambiental causado pela enxurrada de lama após o rompimento da Barragem 1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH.

Além das mortes contabilizadas, com a identificação de mais 3 corpos no último domingo (17) subiu para 206 o número de mortos, ainda há 102 desaparecidos e 395 pessoas foram localizadas pelas equipes de resgate, a ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil) alerta que o impacto ambiental "será sentido por anos".

A lama alcançou o Rio Paraopeba e chegou ao reservatório da Usina do Retiro Baixo. De acordo com especialistas, deve alcançar a Represa de Três Marias e contaminar as águas do Rio São Francisco, risco admitido até mesmo pelo Ministério do Meio Ambiente, o que ocasionaria enormes prejuízos.

A missão dos vereadores, portanto, é colher o maior número de informações possíveis para apresentar um relatório esclarecendo os reais riscos de poluição do rio São Francisco, que é a principal fonte de água doce da região.

Em vídeo postado nas redes sociais o vereador Ronaldo Cancão adianta está abalado com a situação. “O rio São Francisco vai sofrer as consequências, é grave”, alerta.

De acordo com o edil, a comissão já manteve contato com representantes da Vale do Rio Doce, empresa responsável pela barragem, e com o presidente da Câmara Municipal de Brumadinho. “Nossa vinda foi muito importante, essa é uma preocupação de todos nós representantes do povo, quem tem responsabilidade com Petrolina sabe da importância desse trabalho. Nosso objetivo é esclarecer os reais riscos ao rio São Francisco, evitar informações desencontradas e de forma séria debater este assunto com propriedade no sentido de contribuir para que os danos ao Velho Chico sejam os menores possíveis”, disse.

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