Sessão da Câmara tem requerimentos rejeitados e projetos de lei aprovados

por Waldiney Passos publicado 25/09/2019 23h21, última modificação 25/09/2019 23h21
A sessão desta terça-feira, 24, foi marcada pelo debate entre oposição e situação, por conta do requerimento dos oposicionistas que solicitava a lista de empresas que prestam serviços á Prefeitura Municipal, pois algumas teriam sido citadas no processo da Operação Lava Jato. Ao final, o texto foi rejeitado por 16 x 4.

Um debate à respeito de um requerimento apresentado por integrantes da bancada de oposição na Câmara Municipal de Petrolina/PE, mobilizou quase toda a sessão desta terça-feira, 24. O texto foi apresentando na pauta da reunião plenária como de autoria dos vereadores Paulo Valgueiro, MDB, Gabriel Menezes, PSL, e Elismar Gonçalves, MDB, só que Elismar não compareceu à sessão e por telefone, disse que não tinha assinado nem autorizado a colocação do seu nome na matéria.

A celeuma se configurou na primeira polêmica da discussão. Durante a sessão, outro vereador da oposição, o petista Gilmar Santos, subscreveu o texto, mas o grupo não teve o acompanhamento da também vereadora do PT, Cristina Costa. O requerimento 297/2019 solicitava informações ao prefeito Miguel Coelho sobre a citação da Prefeitura de Petrolina no inquérito investigado pela Polícia Federal dento da Operação Lava Jato.

A ação revela que a Prefeitura teria sida dada como garantia para a concessão de repasses “”ilegais” ao senador Fernando Bezerra Coelho, MDB e ao deputado Federal Fernando Filho, DEM, conforme material revela pela operação. Na quinta, 19, a PF fez buscas em vários locais frequentados pelos dois parlamentares petrolinenses.

A oposição queria esclarecimento em ver citados no processo, nomes de várias empresas prestadoras de serviços da Prefeitura, segundo apresentou a ação divulgada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso. Foi Barroso que autorizou as buscas.

O vereador Aero Cruz, PSB, líder do governo, tachou a ação dos colegas da oposição apenas de cunho político. Na questão de Elismar Gonçalves, ele foi mais duro e acusou os oposicionistas de prática de “falsidade ideóloga”. “São cinco vereadores da oposição, apenas dois assinaram o requerimento, o outro não assinou, então isso é coisa de falsidade ideológica”, disparou.

OUTRO CAMINHO

O líder do governo frisou ainda que seria bom esclarecer com o próprio Elismar na próxima sessão, essa questão.”É muito importante que perguntem se ele assinou e concordou com a elaboração do requerimento. O texto que vier dentro da legalidade e justificado da maneira correta, nós vamos acatar, mas de outro jeito, não terá vez e nem daremos margem para que a oposição venha a essa Casa fazer uso de palanque político, de forma irregular.”, completou Aero Cruz.

Quando questionado sobre o áudio que está entre as provas das quais a oposição aponta como justificativa dos questionamentos no requerimento e que terminou sendo rejeitado por 16 votos contra e 4 favoráveis, o vereador frisou mais uma que todas as “informações estão expostas no Portal da Transparência”.

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

O vereador Paulo Valgueiro, líder da oposição, lembrou que sua bancada é independente e cada um age de acordo com sua consciência. “Ninguém aqui tem que obedecer ordens externas”. Ele pontuou que mesmo tendo seu requerimento rejeitado, vai atrás dos questionamentos na Prefeitura por meio da Lei de Acesso à Informação.

“A bancada foi quem deixou a coisa nebulosa ao fazer esse carnaval todo, parecendo querer encobrir o objetivo principal do requerimento. Vou sozinho amanhã, apresentar esses mesmos questionamentos, de acordo com a Lei de Acesso à Informação. Esse mesmo teor rejeitado hoje”, destacou Valgeueiro em seu discurso.

 

 

 

Por Cinara Marques

Foto: Jean Brito

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